sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O Deus do Antigo Testamento é diferente do Novo Testamento?


“Deus é amor, perfeito, justo e misericordioso. De Gênesis ao Apocalipse a Bíblia revela Deus em busca do ser humano e Seu desejo de salvá-lo. Deus não muda, Seu amor é constante e fiel.”
“Por que no Antigo Testamento Deus era vingativo e rancoroso e no Novo Testamento tornou-se benevolente com os homens, sendo que esses estão tão afundados no pecado quanto aqueles dos tempos antigos?”
Partimos do princípio de que Deus no Antigo Testamento se apresenta como o “Eu Sou”. Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês” (Êxodo 3:14).
No Novo Testamento, em um episódio acalorado com os fariseus, Jesus declarou ser “Eu Sou”:
“Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou (João 8:56-59).
“O que quis dizer? É evidente que não quis dizer que Ele, a figura humana chamada Jesus, existiu sempre. Sabemos que Jesus nasceu neste mundo em Belém. Aqui se busca algo mais que isso. Pensemo-lo deste modo. Há uma só pessoa no universo que está fora do tempo. Há uma só pessoa que está acima e mais à frente do tempo e que sempre pode dizer, Eu sou. E essa única pessoa é Deus. O que Jesus diz aqui não é nada menos que a vida que está nele é a vida de Deus; que nele a eternidade atemporal de Deus irrompeu no tempo do homem. Diz, como o expressou com toda simplicidade o autor de Hebreus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. Em Jesus não vemos só um homem que veio, viveu e morreu. Vemos o Deus atemporal, que foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que era antes do tempo e que será depois do tempo, que sempre é. Em Jesus, o Deus eterno se manifestou aos homens.” (William Barclay, comentário de João).
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3).
De volta ao Antigo Testamento:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Isaías 7:14).
Você consegue ver o amor do Deus conosco no Éden?
Desde que o homem escolheu a morte, e se afastou de Deus, tem havido uma busca incessante da parte de Deus por cada ser humano individualmente a cada dia. A Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, mostra um Deus de amor que incansavelmente vai atrás do homem para se relacionar com ele, e lhe oferecer a vida.
Logo após o pecado, Deus vai em busca de Adão e Eva. Eles tinham motivo para ter medo de Deus e para se esconder, pois o pecado os havia cegado para o Pai de amor que eles tinham. Mas isso não alterava o fato de Deus ser amor. O amor divino é constante e fiel.
Quando Caim, matou o irmão é Deus quem toma a iniciativa de diálogo novamente, e a reação de Caim é totalmente diferente da reação dos pais. Ele mente e mostra que não conhecia nada sobre o amor e o perdão de Deus.
Deus em sua misericórdia põe um sinal sobre ele, e o mais importante não é o sinal em si, mas a razão pela qual Deus o pôs em Caim: foi para que ele tivesse tempo de se arrepender. Percebe o grande amor de Deus pelo primeiro homicida? Pena que Caim não tenha aproveitado sua longa vida (talvez perto dos mil anos, como muitos dos seus parentes antediluvianos) para se arrepender, desprezando o oferecimento divino de salvação.
Na história dos patriarcas vemos a maneira bondosa com que Ele os conduziu a fim de abençoá-los e abençoar o mundo. Deus disse para Jacó:
Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi” (Gênesis 28:15).
Quando Deus diz a Moisés para construir o tabernáculo, era por um desejo muito especial: habitar no meio deles (Êxodo 25:8).
Qual era o caráter do Eterno?
“‘Se me vês com agrado, revela-me os teus propósitos, para que eu te conheça e continue sendo aceito por ti. Lembra-te de que esta nação é o teu povo’. Respondeu o Senhor: ‘Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso’. O Senhor disse a Moisés: ‘Farei o que me pede, porque tenho me agradado de você e o conheço pelo nome’. Então disse Moisés: ‘Peço-te que me mostres a tua glória’. E Deus respondeu: ‘Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer’” (Êxodo 33:13,14;17-19).
“Então o Senhor desceu na nuvem, permaneceu ali com ele e proclamou o seu nome: o Senhor. E passou diante de Moisés, proclamando: ‘Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações’” (Êxodo 34:5-7).
No deserto Deus acompanhou o povo:
“Numa terra deserta ele o encontrou, numa região árida e de ventos uivantes. Ele o protegeu e dele cuidou; guardou-o como a menina dos seus olhos” (Deuteronômio 32:10).
“Foi por tua grande compaixão que não os abandonaste no deserto. De dia a nuvem não deixava de guiá-los em seu caminho, nem de noite a coluna de fogo deixava de brilhar sobre o caminho que deviam percorrer. Deste o teu bom Espírito para instruí-los. Não retiveste o teu maná que os alimentava, e deste-lhes água para matar a sede. Durante quarenta anos tu os sustentaste no deserto; nada lhes faltou, as roupas deles não se gastaram nem os seus pés ficaram inchados” (Neemias 9:19-21).
Desde o Éden quando o pecado entrou no planeta, Deus apresentou a prova do Seu imensurável amor pela humanidade simbolizado pela morte do cordeirinho que transmitia a seguinte mensagem: “Eu me tornarei um de vocês, e os redimirei” através do Messias, Jesus, Deus conosco.
Jesus foi ao Céu e enviou o Consolador, o Espírito Santo, Deus conosco!
O Eterno é  um Deus pessoal, desejoso de se relacionar, de ser hoje o nosso Deus. A salvação se resume nisso: relacionamento com Ele.
No último livro da Bíblia, o Apocalipse, encontramos mais revelação sobre Deus e o Seu desejo de estar conosco e de nos dar a vida eterna.
“Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3:17-22).
De Gênesis ao Apocalipse a Bíblia revela um Deus de amor querendo se relacionar intimamente com o homem para salvá-lo.
“Naquele tempo, diz o Senhor, serei o Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão o meu povo. Assim diz o Senhor: O povo que escapou da espada achou graça no deserto. Eu irei e darei descanso a Israel. De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí” (Jeremias 31:1-3).
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hebreus 1:1-4).
Deus nunca efetuou um juízo, ou ordenou algo do tipo, sem antes avisar e oferecer salvação, um acordo de paz. Nunca foi vingativo, nem rancoroso. Deus é sempre é o mesmo: imutável, amoroso.
Exemplo disso está no livro de Jonas quando a corrupta e pecadora geração de Nínive alcançou o grau máximo de iniquidade perante o Senhor. No entanto, o desejo divino é salvar e não condenar.
A sequência das ações de Deus é sempre a mesma:
a) Anúncio do juízo por causa do pecado;
b) Arrependimento;
c) Perdão divino;
d) Promessas de restauração.
Não havendo arrependimento da nação, resume-se nos seguintes pontos:
a) Anúncio do juízo;
b) Juízo.
No entanto, os ninivitas se arrependeram e a restauração foi imediata. O desejo divino quando anuncia o juízo não é matar, mas conceder vida.
De modo semelhante é o anúncio das Boas Novas (Evangelho) em Cristo Jesus. Para aqueles que creem é o poder de Deus para a salvação, e para os que não creem é condenação  (ver Romanos 1:16 e seguintes).
No trato de Deus para com Seu povo Ele diz: “Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam” (Apocalipse 3:19 – NTLH).
O que ocorre no Novo Testamento é uma exemplificação mais detalhada da paciência de Deus.
“O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados” (2 Pedro 3:9 – NTLH).

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A nova terra, um paraíso perfeito


A nova terra, um paraíso perfeito.

Ao criar o homem, Deus Adonay os colocou em um paraíso perfeito, onde não existia a presença indesejada de doenças, sofrimentos, dores, separação e a morte, mas o homem por desobediência à ordem de Deus, deu ouvido a mentira de satanás que  os enganou dizendo que a ordem de Deus não era verdadeira que se eles comecem do fruto da arvore eles não morreriam, porém todos sabemos que a primeira consequência foi a morte espiritual, os deixando perplexo ao perceber que ambos estavam nus, escondendo-se da presença de seu Criador, lamentavelmente acontecia neste momento a separação do homem da presença de Deus Adonay.
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16,17
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Genesis 3:3,4
Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
Gênesis 3:7-10
Daí então o homem passou a enfrentar várias consequências, o homem passou a trabalhar arduamente para prover seu sustento e de sua família, houve o primeiro homicídio na família, onde Caim assassina Abel, percebemos então que a morte física passou a fazer parte da realidade humana, a pior consequência já enfrentada pelo ser humano, ter que levar ao cemitério seu ente querido.
Hoje vemos tantas pessoas acreditando nesse mesmo engano que o homem não morre, mas passa de uma vida para outra, essa mesma mentira satanás contou pra Eva que por sua vez , repassou pra Adão e consequentemente esse engano, que o homem não morre foi uma doutrina ensinada pelo próprio satanás, a bíblia nos ensina que ao morrer o homem vai a sepultura, aguardar ser chamado na hora que a trombeta tocar; infelizmente até igreja católicas e evangélicas pregam a aberração que na mesma hora que o homem morre vai direto para o céu ou para o inferno, o que a bíblia não ensina, ao contrário a bíblia afirma que o homem quando morre , vai a sepultura, aguardar a ressurreição dos mortos. 
Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.
Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras.
Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
Eclesiastes 9:5-10
Mas os mortos tem uma grande e verdadeira esperança de vida eterna somente através da ressurreição na pessoa de Jesus Cristo, o mesmo afirma que é a ressurreição e a vida, esperança que as irmãs de Lazaro creram e viram o Cristo ressuscitar seu irmão já falecido e em decomposição a mais de quatro dias na sepultura, muitos não acreditavam, mas depois desse glorioso evento, creram nessa grande esperança que os mortos poderão viver eternamente no paraíso, o qual Jesus foi preparar para os seus fiéis que aguardam ansiosos desse glorioso encontro.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
João 11:25,26
Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.
E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.
João 5:28,29
O paraíso é real, é aqui mesmo na terra, tudo começou aqui e continuará depois que a terra for renovada e o rei Jesus Cristo e nosso poderoso Deus Adonay governa tudo, onde  não haverá mais o sofrimento, a dor, separação, enterros, hospitais e a morte, nada mais relacionado a sofrimento terá ali, onde realmente teremos a vida eterna, e juntamente com nossa família, amigos e irmãos na fé estaremos para sempre juntos e nunca mais vamos chorar, pois Deus enxugará de nossos olhos toda a lagrima para sempre, portanto prepare-se para esse glorioso encontro de Deus Adonay com seu povo.  
 E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.
E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.
Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
Apocalipse 21:1-7

Anunciador Rhodrigo yoyo


quarta-feira, 27 de junho de 2018

O SÁBADO SERÁ GUARDADO TAMBÉM NA NOVA TERRA



                                                                                                                                                                                        Isaías 66:22,23 e o sábado na Nova terra 

Muito tem sido questionado quando a aplicação de tal texto do sábado no contexto da ( Eternidade = Nova Terra ) POIS muitos se questionam quanto a Ideia primaria do Texto se referir a '' coisas que se relacionam a Israel nação como a menção da ('' Festa de luz Nova '' Isaías 66:23 lv 23) quanto a esse fato pressupõem que a direção Textual não pode se referir ao sábado no contexto da Eternidade ( "Nova terra" Restaurada) porem esse fato não e verdadeiro pois a menção a '' Festas de Lua Nova'' não implica em ter uma direção restrita ao contexto de Israel nação pois a menção a luz nova esta ligada a NOVOS CÉUS E NOVA TERRA ( Contexto ESCATOLÓGICO verso 22 ver tmb Isaías 65:17 66:17 ou seja isso indica que existe uma DUPLA DIREÇÃO no contexto primariamente se refere a Israel nação e depois se refere ao contexto Escatológico.. quanto a menção da luz nova e um simbolo ( na direção Escatológica do texto) ao inicio de um ciclo menção ( cronologia ) a nova terra ver ( Apocalipse 22:2) A ‘lua nova’ entre os judeus nem sempre significava a festa mensal, mas simplesmente uma referência para indicar o início de cada mês entre eles” – Sutilezas do Erro (1981), p. 285. (obs: e um simbolo na direção ESCATOLÓGICA do texto e não na direção PRIMARIA).



UM FATO INTERESSANTE 
QUANTO A DUPLA DIREÇÃO DO SÁBADO


Em Êxodo 20:8 diz: LEMBRA-TI do dia de sábado para o Santificar. 
o Termo Lembra-ti tem uma DUPLA DIREÇÃO nesse Texto. 
1 - Deus está dizendo ao povo de Israel nação para se lembrarem do sábado ( tempo passado). 
2 - e ao mesmo tempo Deus está se referindo a Toda a Humanidade a se LEMBRAR do sábado ( tempo futuro= escatológico pois o sábado e de origem universal Gênesis 2:2 a 3). 
ou seja isso reforça a Ideia da dupla direção do Texto de Isaías 66:22,23 desse modo Exegeticamente o Texto de Isaías prova o sábado na Nova Terra.

A CADA SÁBADO OU DE UM SÁBADO A OUTRO?


Reza o Texto: Isaías 66:23 .... e de um sábado a outro vira toda carne adorar perante Mim diz o senhor.

apesar da Ideia de continuidade interrupta da adoração sabática '' de um sábado a outro'' e mencionado em algumas versões o termo '' a cada sábado '' especificando e dando enfase ao sábado em si. 
porem apesar desse Fato Ambas as versões não erraram pois a DUPLA DIREÇÃO do Texto também e apresentada aqui tanto a ideia de adoração continua quando da ENFASE do sábado do 7 dia como dia especial de adoração por isso e mencionado o sábado ( assim como era no principio Gn 2;2 a 3 ) obs: a Nova terra não será nova INÉDITA mais RESTAURADA e tanto que o termo Novo na Bíblia nem sempre se refere a algo Novo no sentido de inédito mais também RENOVADA, APERFEIÇOADA do grego Kainos.

O SÁBADO NO LIVRO DE ISAÍAS E A UNIVERSALIDADE.

Isaías 56:2 quando fala que e bem aventurado o HOMEM que guarda o sábado ou seja Homem universal Adam.. no verso 7 confirma isso quando e mencionado o sábado para os ESTRANGEIROS ( não israelitas) confirmando que tais ESTRANGEIROS são de fato em termos universais pelo termo Adam aparecer no contexto de Isaías 56. 
o Termo Adam também aparece em ( Gênesis 6:1,2 quando fala da Multiplicação dos HOMENS na terra.. o termo também aparece em Eclesiastes 7:20 quando diz que não a HOMEM que faça o bem e que não peque ( essa e uma realidade universal) tal termo e apresentado em Eclesiastes 3:13 5:19 12:13 etç). esse e mais um fato que comprova que exegeticamente e correto afirmar com base no Texto de Isaías 66;22,23 que o sábado será observado na Nova Terra!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Nossa homenagem a todos nossos irmãos e irmãs que dormiram na esperança da ressurreição dos justos em Jesus


Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.
Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.
Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.
Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?
Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.
Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.
Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto;
E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele.
Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele.
Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
(Ora Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios. )
E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.
Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa.
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.
Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele.
(Pois, Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.)
Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali.
Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
Jesus chorou.
Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.
E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?
Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.
Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias.
Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.
E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.
João 11:1-44

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

12 RAZÕES POR QUE A “LEI DE DEUS” E A “LEI DE CRISTO” SÃO UMA SÓ E A MESMA

12 RAZÕES POR QUE A “LEI DE DEUS” E A “LEI DE CRISTO” SÃO UMA SÓ E A MESMA


Disse Jesus: “Eu o Pai somos um” (João 10:30)

* 1 - Porque não há qualquer evidência bíblica de que haja uma “lei de Cristo” que tenha tomado o lugar da “lei de Deus” e os que fazem essa interpretação apenas partem de inferências e hipóteses indemonstráveis.
- Obs.: Uma interpretação popular e comum é de que agora o cristão seria regido por uma “lei de amor”, segundo Cristo teria ensinado, com “novos mandamentos” (Mat. 22:36-40). Mas basta comparar tais textos com Deu. 6:5 Lev. 19:18 para ver que Ele apenas reitera o que Moisés havia dito. Claro, as leis de Deus SEMPRE tiveram por base o duplo princípio de “amor a Deus” e “amor ao próximo”.

* 2 - Porque Paulo se refere à “lei de Deus” de forma normal, dizendo que a conserva na mente desejoso de obedecê-la, a despeito da “lei” concorrente do pecado que o assedia, e que a “inclinação da carne” não está sujeita à lei de Deus, etc. (Rom. 7:22, 25; 8:7,8). Ele ainda fala em “lei de Deus”, “mandamentos de Deus”, coisas que teriam sido ultrapassadas na interpretação antinomista e neoantinomista, e emprega o tempo verbal presente o tempo todo nas passagens citadas.
- Obs.: Paulo diz que “a lei [de Deus] É (não diz ‘era’) santa, justa e boa”, além de prazenteira e de conservá-la na mente (Rom. 7:12, 14, 22). E a identifica como a que traz o preceito “não cobiçarás” (vs. 7 e 8). Pela tortuosa interpretação dos neoantinomistas da teologia novidadeira do dispensacionalismo, ele devia concentrar-se em falar somente em “lei de Cristo” daí em diante, e ao falar em “lei de Deus” devia indicar isso pelo uso do pretérito, não do tempo verbal presente.

* 3 - Porque Paulo enumera normalmente os mandamentos do Decálogo (“lei de Deus”) indicando-os aos cristãos de Roma para serem obedecidos segundo o princípio do “amor”, em vez de falar em mandamentos da “lei de Cristo” (Rom. 13:8-10). No vs. 9 ele toma a parte pelo todo ao dizer que “se houver qualquer outro mandamento. . .” Ele sabia haver não “outro”, mas “outros”.
- Obs.: Paulo decerto não julgou necessário citar um por um dos mandamentos, pois o seu objetivo nessa passagem não é “revalidar” mandamentos, tornando-os vigentes aos cristãos.

* 4 - Porque Paulo lembra aos crentes de Éfeso mandamentos do Decálogo (citando especificamente o 5o., 8o., 9o. e 10o. mandamentos--Efé. 6:1-3; 4:25-31) como sendo ainda válidos e vigentes.
- Obs.: Ele devia apelar-lhes para respeitarem os mesmos princípios segundo um código diferente, que seria a “lei de Cristo”, caso as interpretações erradas referidas tivessem fundamento.
* 5 - Porque Paulo fala que importa agora obedecer os “mandamentos de Deus”, e não “os mandamentos de Cristo” (1 Cor. 7:19).
- Obs.: Para ver o que os contemporâneos de Paulo entendiam com esta linguagem de “mandamentos de Deus” basta ler Rom. 7:7-13 e claramente se percebe que são os mandamentos do Decálogo. Claro que isso ainda inclui outros deveres, como “pregar o evangelho a todo o mundo”.

* 6 - Porque Paulo diz retoricamente estar agora sob a “lei de Cristo” (1 Cor. 9:21), sendo que em Gál. 6:2 a define como sendo “levai as cargas uns dos outros”, o que é mera reiteração de uma parte da “regra áurea” que o próprio Cristo expressou em Mat. 22:36-40--amar ao próximo como a si mesmo.
- Obs.: A outra parte dessa “regra áurea” é o mandamento SEMELHANTE, de “amar a Deus sobre todas as coisas”, sendo que de ambos esses mandamentos “dependem toda a lei e os profetas”.
.
* 7 - Porque João no Apocalipse diz claramente que os fiéis filhos de Deus se caracterizam como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus” (Apo. 14:12), em vez de falar dos que “guardam os mandamentos de Cristo”.

- Obs.: Claro, são os mesmos, não havendo essa dicotomia artificial que se quer criar entre “mandamentos de Cristo” e “mandamentos de Deus” (ou “lei de Cristo/lei de Deus”).

* 8 - Porque em Hebreus 8:6-10, ao falar da mudança do Velho para o Novo Concerto, esta importante passagem trata das “Minhas leis” (de Deus), que são escritas nos corações e mentes dos que aceitam esse Novo Concerto [Novo Testamento], e não “leis de Cristo”.
- Obs.: Este tópico é importantíssimo: mostra como no Novo Testamento o cristão terá a “lei de Deus” escrita nos seus corações e mentes, e é aquela que Paulo mesmo ilustrou como estando nos corações de carne dos que são de Cristo (2a. Cor. 3:2-6). Ele usa a mesma ilustração de Pro. 7:2, 3 e Eze. 36:26, 27, e certamente ao tratar de “tábuas de pedra/tábuas de carne” tinha em mente o CONTEÚDO TODO das tábuas de pedra transferido para as tábuas de carne dos corações. Do contrário, nem faria sentido ele usar a mesma metáfora de Ezequiel que, certamente, tinha em mente 10 preceitos das tábuas de pedra, não somente 9.

* 9 - Porque Tiago menciona os mandamentos do Decálogo (que seria a “lei de Deus”) como normativos aos cristãos, em vez de concentrar-se em falar em “lei de Cristo” (Tia. 2:10-12).
- Obs.: Alguns entendem às avessas as palavras de Tiago, pensando que ele está dizendo que já que ninguém obedece plenamente os mandamentos, pois se tropeça num, falhou em todos, então ficamos dispensados dos mesmos. É exatamente o contrário, pois o que Tiago diz é reflexo do que Cristo disse em Mat. 5:48: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. E lembremo-nos que quando Tiago escreveu sua epístola, ele e seus leitores primários sabiam que a parte cerimonial da lei já não mais valia.

* 10 - Porque João fala da “lei de Deus” e da “lei de Cristo” intercambiavelmente em suas várias epístolas (ver 1 João 2:7; 3:21-24; 4:7-12, 21).
- Obs.: Ele não deixa a mínima pista de que haja qualquer contraste entre ambas.

* 11 - Porque João, no contexto em que fala de “lei de Deus” e “lei de Cristo” intercambiavelmente, ao definir o pecado diz que é “transgressão da lei” (1 João 3:4), não especificando falar em “lei de Cristo”.
- Obs.: Esta definição bíblica de pecado é curiosamente evitada pelos da linha neoantinomista dispensacionalista. Parece que não gostam nem um pouco do texto como aparece em inúmeras versões nacionais e internacionais, definindo pecado como “transgressão da lei”. De que lei seria pecado uma transgressão? Da lei da oferta e da procura? Da lei do menor esforço? Da lei da gravidade? Quem souber responder estas perguntas saberá o que está sendo dito pelo Apóstolo.

* 12 - Por que faz parte da mais legítima tradição cristã que os primeiros 4 mandamentos do Decálogo tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo, o que é mera síntese (não substituto) da mesma “lei de Cristo”, ou Sua conhecida “regra áurea” de Mat. 22:36-40.
- Obs.: Luteranos, presbiterianos, batistas e anglicanos dizem exatamente isso em suas confissões de fé de séculos, e sendo que “os 4 primeiros mandamentos” referem-se a nossos deveres para com Deus, isso inescapavelmente inclui o 4o. Mandamento do Decálogo--o do sábado (ainda que esses cristãos tentem reinterpretá-lo para legitimar o injustificável domingo). Antes da Reforma Protestante isso já era assim basicamente ensinado por católicos e ortodoxos.

Rhodrigo Yoyo/ Lucas

O DOM DE PASTOR:

 O DOM DE PASTOR:

 



Somente o título não é suficiente, é necessário o Dom espiritual e que seja evidenciado na prática por um ministério de êxito e uma conduta disciplinada (I TM 5:1-2) por causa da complexidade desta função. 


 






A DUPLA FUNÇÃO DO PASTOR:

Em João 21:15-17, na conversação que Jesus teve com Pedro ele utilizou os termos para a dupla função de Pastor que são:
  Apascentar (vs. 15,17). O vocábulo significa “alimentar, dar comida”. A linguagem – é figurada e traduz o dever de doutrinar, ministrar conhecimento, dirigir ao bom caminho.

 B- Pastorear (v.16). Pastorear exige todas as qualidades para apascentar e ainda mias, buscar, alimentar, proteger dos tempos maus e animais ferozes (Amós 3:12; II SM 5:2), e ainda busca as débeis ovelhas (EZ 34:8; LC 15:1-7).

AS QUALIDADES DO PASTOR:

Como parte da função o Pastor tem os seguintes encargos:

 Doutrinar os crentes (I TM 3:2);

 Apascentar o rebanho de Deus (I PE 5:1-3);

 Exercer vigilância com amor (AT 20:28);

 Admoestar com amor (AT 20:31; II TM 4:2);

 Cuidar dos necessitados (GL 2:9-10);

 Visitar os enfermos (TG 5:14-15);

 Cumprir o papel de despenseiro (I CO 4:1-2).

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O QUE SIGNIFICA “OBRAS DA LEI” E “DEBAIXO DA LEI”?

O QUE SIGNIFICA “OBRAS DA LEI” E “DEBAIXO DA LEI”?



Por Tsadok Ben Derech




Muitas pessoas se confundem com os escritos de Sha’ul (Paulo) acerca da Torá em razão de duas expressões que aparecem na B’rit Chadashá (“NT”), sendo que tais expressões somente existem nos escritos de Sha’ul (Romanos, Gálatas e 1ª Coríntios). As duas expressões, incompreendidas pelos teólogos cristãos, são “obras da lei” e “debaixo da lei”.

Eis os textos em que constam as expressões:

a) “obras da lei” - Rm 3:20, 28 e 9:32; Gl 2:16; 3:2,5 e10;

b) “debaixo da lei” – Rm 2:12; 3:19; 6:14-15 e 7:23; Gl 3:23; 4:5; 4:21 e 5:18; I Co 9:20.

O primeiro termo, “obras da lei”, é melhor compreendido por meio da passagem de Gálatas 2:16, em que Sha’ul escreveu:

“Sabendo que o homem não é justificado pelas OBRAS DA LEI, mas pela fé em Yeshua HaMashiach, temos também crido em Yeshua HaMashiach, para sermos justificados pela fé do Mashiach e não pelas OBRAS DA LEI, porquanto pelas OBRAS DA LEI nenhuma carne será justificada”.



Sha’ul usa a referida expressão para descrever o falso método de justificação que é diametralmente oposto à “fé em Yeshua HaMashiach”. Para Sha’ul, as “obras da lei” não são os mandamentos da Torá, porém uma heresia muito comum em sua época.

A expressão “obras da lei” é um termo técnico-teológico usado em um dos Documentos do Mar Morto chamado MMT, que diz:

“Agora NÓS ESCREVEMOS para você algumas das OBRAS DA LEI, aquelas que NÓS DETERMINAMOS que sejam benéficas para você...

E vai ser creditada a você como justiça, naquilo que você tem feito o que é certo e bom diante dele...”

(4QMMT (4Q394-399),  Seção C, linhas 26b-31, grifei).



Observe no texto citado que as “obras da lei” eram mandamentos criados pelos religiosos daquela época, ou seja, eram mandamentos de homens e não mandamentos do ETERNO. Tais regras humanas não estavam de acordo com a Torá de YHWH, porém, os religiosos afirmavam incorretamente que aqueles preceitos tinham origem nas Sagradas Escrituras. Com efeito, as descobertas arqueológicas do Mar Morto lançaram luzes para o entendimento do conceito de Sha’ul, visto que foram descobertos inúmeros manuscritos contendo a cláusula “obras da lei”. Por conseguinte, basta estudar estes manuscritos para se entender qual era a definição de “obras da lei” sob a ótica do Judaísmo do primeiro século.

Os documentos sobre as “obras da lei” são conhecidos como “misquat ma’aseh haTorah”, tratando-se de cartas haláquicas nas quais se expõe de maneira sistemática a halachá do grupo gumrânico. Nos textos descobertos, há uma grande gama de normas que não estão nas Escrituras, mas são determinadas aos homens como se fossem capazes de trazer justificação. Ou seja, “obras da lei” são preceitos criados por homens e com a pretensão de causar a justificação, não encontrando respaldo nas Escrituras.

Vamos dar um exemplo prático. Hoje em dia, muitos pastores evangélicos dizem: “A Bíblia proíbe que a mulher corte o cabelo e depile as axilas”. Onde tal preceito consta na Bíblia? Em lugar nenhum! Assim, os líderes religiosos da atualidade agem da mesma forma que seus pares no primeiro século: criam mandamentos de homens e obrigam que as pessoas os cumpram. Yeshua criticou abertamente as regras inventadas pelos homens contrárias às Escrituras (Mc 7: 1-13).

Infere-se daí que a expressão “obras da lei” significa regras criadas pelos homens como se fossem mandamentos do ETERNO, mas que não constam das Escrituras, ou seja, trata-se de verdadeiro “legalismo”.

Assim, conclui-se que, em Gálatas 2:16, Sha’ul estava criticando regras criadas por homens (“obras da lei” = “legalismo”) e não os mandamentos do ETERNO existentes na Torá.

Deve-se, pois, fazer uma distinção entre duas expressões veiculadas por Sha’ul: Torá (ou Lei) e “obras da lei”. A Torá recebeu os aplausos de Sha’ul; as “obras da lei” não. Verifique como o emissário elogia a Torá e critica as “obras da lei”:

a) sobre a Torá (Lei), cujos mandamentos provêm do ETERNO, escreveu que é santa, justa e boa (Rm 7:12); que nunca cometeu ofensa contra a Torá (At 25:8) e que confirma a validade da Torá (Rm 3:31);

b) sobre as obras da lei (= mandamentos de homens/legalismo), redigiu que nenhum homem será justificado por elas (Rm 3:20 e 28) e que servem como pedra de tropeço (Rm 9:32).

“Obras da lei” significa legalismo, definido como (1) o conjunto de regras criadas por homens sem respaldo nas Escrituras; ou (2) o pensamento de que alguém conseguirá obter a justificação perante o ETERNO mediante suas próprias forças no cumprimento dos mandamentos, sem depender da graça.

Então, se “obras da lei” quer dizer legalismo, podemos retraduzir os textos bíblicos em que a expressão aparece, valendo-se dos manuscritos em aramaico (Peshitta):

“porquanto pelo legalismo nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela Torá é o pleno conhecimento do pecado.”

(Rm 3:20).



“concluímos pois que o homem é justificado pela fé e não por ser legalista em sua observância da Torá.”

(Rm 3:28).



“Por quê? Porque não buscavam pela fé, mas por legalismo; e tropeçaram na pedra de tropeço.”

(Rm 9:32).



“sabendo, contudo, que o homem não é justificado pela observância legalista, mas sim, pela fé no Mashiach Yeshua, temos também crido no Mashiach Yeshua para sermos justificados pela fé no Mashiach, e não pela observância legalista; pois por legalismo nenhuma carne será justificada.”

(Gl 2:16).



“Só isto quero saber de vós: Foi pela observância legalista da Torá que recebestes a Ruach [Espírito], ou pelo ouvir pela fé?”

(Gl 3:2)



“Aquele pois que vos dá a Ruach [Espírito], e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelo legalismo na observância da Torá, ou pelo ouvir com fé?”

(Gl 3:5).



“Pois todos os que confiam no legalismo de sua observância da Torá estão debaixo de maldição...”

(Gl 3:10).



Avalie o último texto: o legalismo é tratado como maldição (Gl 3:10), enquanto o cumprimento correto da Torá é uma benção (Dt 28:1-14). Insta repetir: Sha’ul sempre defendeu a Torá (Lei), mas lutou contra o legalismo (“obras da lei”).

Agora, estudar-se-á uma segunda expressão, conhecida como “debaixo da lei”, que é muito deturpada pela teologia cristã, que não compreende o texto de Romanos 6:14:

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais DEBAIXO DA LEI, mas debaixo da graça”.



Sha’ul usa a expressão “debaixo da lei” como sendo diametralmente oposta à “debaixo da graça”.

Alguns acham erroneamente que antes da vinda de Yeshua não havia graça. Afirmam que na época do “Antigo Testamento” o ETERNO não agia com graça. Será verdade?

Em hebraico, a palavra “chessed” significa graça, e aparece pelo menos 240 vezes no Tanach (“AT”), apesar de algumas traduções substituírem o vocábulo “graça” por “misericórdia”. Citam-se apenas algumas passagens em que o texto original usa a palavra “graça”:

“Noach [Noé], porém, encontrou graça aos olhos de YHWH.”

(Gn 6: 8).



“Moshé disse a YHWH: ‘Vê, tudo me disseste’: ‘Faça essas pessoas se moverem!’. No entanto, tu não me fizeste saber a quem enviarás comigo. Mesmo assim, tu dissestes: ‘Eu o conheço pelo nome’, e também: ‘Você encontrou graça em meus olhos’.”

(Ex 33:12).



“YHWH passou diante dele e anunciou: ‘YHWH é Elohim misericordioso e compassivo, lento para irar-se, cheio de graça e verdade, ele mostra graça até a milésima geração...’”

(Ex 34: 6-7).



“YHWH, tu és bondoso e perdoador, cheio de graça para com todos que clamam a ti.”

(Sl 86: 5).



“Cantarei a graça e a justiça; cantarei a ti, YHWH.”

(Sl 101: 1).



“Deem graças a YHWH, porque ele é bom, porque sua graça dura para sempre.”

(Sl 136:1).



“Eu, porém, posso entrar em tua casa por causa de tua grande graça e amor.”

(Sl 5: 8 [7]).



Salva-me por tua graça.”

(Sl 6:5 [4]).



Bondade e graça me acompanharão todos os dias de minha vida; e viverei na casa de YHWH por anos e anos vindouros.”

(Sl 23: 6).



“Lembra-te de tua compaixão e graça, YHWH...Não relembres meus pecados ou transgressões da juventude, mas lembra-te de mim de acordo com tua graça, por causa de tua bondade, YHWH...Todos os caminhos de YHWH são graça e verdade àqueles que guardam sua aliança e seus ensinamentos.”

(Sl 25: 6, 7 e 10).



Como vimos nos textos acima, todos extraídos do Tanach (“AT”), ou seja, antes da vinda de Yeshua, sempre existiu a graça do ETERNO! Yeshua não inaugurou a graça, mas foi a manifestação visível e poderosa da preexistente graça do ETERNO, graça esta que sempre foi derramada na vida daqueles que servem a Elohim. Logo, o ensino cristão de que antes de Yeshua vigorava a Lei e depois de Yeshua apareceu a graça é manifestamente falso!

Eis a tradução correta de Yochanan (João) 1:17, que se extrai diretamente da versão Peshitta em aramaico:

מֵטֻל דּנָמוּסָא בּיַד מוּשֵׁא אֵתִיהֵב שׁרָרָא דֵּין וטַיבּוּתָא בּיַד יֵשׁוּע משִׁיחָא הוָא

“Porque a Torá foi dada por meio de Moshé. E ainda: a verdade e a graça existiram através de Yeshua HaMashiach”.



Ora, se Yeshua HaMashiach é o ETERNO, deduz-se com absoluta certeza que a verdade e a graça sempre existiram desde a eternidade!

Portanto, o homem sempre esteve debaixo da graça e nunca deveria estar “debaixo da lei” (legalismo humano). Consequentemente, “debaixo da lei” não significa estar debaixo da Torá, visto que a Torá (instrução, orientação do ETERNO) foi criada para o benefício do próprio homem. “Debaixo da leinão significa os mandamentos da Torá, mas sim os falsos ensinos e regras criadas por homens (“legalismo”), bem como o pensamento de que o homem pode ser salvo por sua própria força. Curial lembrar: a Torá é perfeita (Sl 19:8 ou 19:7), porque foi instituída por YHWH.

Em suma, deve o homem obedecer à Torá, e não ao legalismo. Com fundamento nos escólios apresentados, mister retraduzir os versículos que constam a expressão “debaixo da lei”, em conformidade com os manuscritos em aramaico:

“Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo do legalismo mas debaixo da graça.

Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo do legalismo, mas debaixo da graça? De modo nenhum!”

(Rm 6:14-15)



“mas vejo nos meus membros outra ‘lei’ guerreando contra a Torá do meu entendimento, e me levando cativo à ‘lei’ do pecado, que está nos meus membros.”

(Rm 7:23).



“Para os judeus eu me pus na posição de judeu, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo do legalismo como se estivesse eu debaixo legalismo (embora debaixo do legalismo eu não esteja), para ganhar os que estão debaixo do legalismo.”

(I Co 9:20).



“Mas, antes que viesse a fé, estávamos presos ao legalismo, encerrados até aquela fé que se havia de revelar.”

(Gl 3:23).



“Dize-me, os que quereis estar debaixo da observância legalista, não ouvis vós a Torá?”

(Gl 4:21)



“Mas, se sois guiados pela Ruach [Espírito], não estais debaixo da observância legalista da Torá.”

(Gl 5:18).



Não restam dúvidas de que as expressões “obras da lei” e “debaixo da lei” (= legalismo) são termos que indicam algo mal, ruim, nocivo. Obviamente, estas expressões não se referem à Torá do ETERNO, porque Sha’ul (Paulo) afirmou categoricamente que a Torá é “santa, justa e boa” (Romanos 7:12).

Conclusão: não devemos nos sujeitar ao legalismo, que se traduz em regras criadas por homens e na falsa ideia de que é possível alcançar a salvação mediante a própria força. Por outro lado, devemos obedecer à Torá do ETERNO para desfrutarmos de sua graça. Os desobedientes que não se arrependerem não terão acesso à graça, e serão condenados, conforme ensinou Yeshua:

“Então eu [Yeshua] lhes direi claramente: ‘Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós que praticais a transgressão à Torá

(Mt 7:23)