terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SEJA UM VENCEDOR EM DEUS ADONAY

SEJA UM VENCEDOR EM DEUS ADONAY
Romanos 8
36 Como está escrito: “Por amor de ti somos
entregues à morte todos os dias; fomos considerados como ovelhas para o matadouro”.37 Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38 Portanto, estou seguro de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, …







terça-feira, 12 de janeiro de 2016

PARABÉNS A BELÉM 400 ANOS

 PARABÉNS A BELÉM 400 ANOS 

Bem-aventurada é a nação cujo Deus Adonay é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança.  

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

NÃO TENHAS INVEJA DOS PERVERSOS

NÃO TENHAS INVEJA DOS PERVERSOS



Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos;
pois como o capim logo secarão, como a relva verde logo murcharão.
Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.
Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.
Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá:
Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente.
Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal.
Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.
Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam no Senhor receberão a terra por herança.
Um pouco de tempo, e os ímpios não mais existirão; por mais que os procure, não serão encontrados.
Mas os humildes receberão a terra por herança e desfrutarão pleno bem-estar.
Os ímpios tramam contra os justos e rosnam contra eles;
o Senhor, porém, ri dos ímpios, pois sabe que o dia deles está chegando.
Os ímpios desembainham a espada e preparam o arco para abaterem o necessitado e o pobre, para matarem os que andam na retidão.
Mas as suas espadas lhes atravessará o coração, e os seus arcos serão quebrados.
Melhor é o pouco do justo do que a riqueza de muitos ímpios;
pois o braço forte dos ímpios será quebrado, mas o Senhor sustém os justos.
O Senhor cuida da vida dos íntegros, e a herança deles permanecerá para sempre.
Em tempos de adversidade não ficarão decepcionados; em dias de fome desfrutarão fartura.
Mas os ímpios perecerão; Os inimigos do Senhor murcharão como a beleza dos campos; desvanecerão como fumaça.
Os ímpios tomam emprestado e não devolvem, mas os justos dão com generosidade;
aqueles que o Senhor abençoa receberão a terra por herança, mas os que ele amaldiçoa serão eliminados.
O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada;
ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão.
Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão.
Ele é sempre generoso e empresta com boa vontade; seus filhos serão abençoados.
Desvie-se do mal e faça o bem; e você terá sempre onde morar.
Pois o Senhor ama quem pratica a justiça, e não abandonará os seus fiéis. Para sempre serão protegidos, mas a descendência dos ímpios será eliminada;
os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.
A boca do justo profere sabedoria, e a sua língua fala conforme a justiça.
Ele traz no coração a lei do seu Deus; nunca pisará em falso.
O ímpio fica à espreita do justo, querendo matá-lo;
mas o Senhor não o deixará cair em suas mãos, nem permitirá que o condenem quando julgado.
Espere no Senhor e siga a sua vontade. Ele o exaltará, dando-lhe a terra por herança; quando os ímpios forem eliminados, você o verá.
Vi um homem ímpio e cruel florescendo como frondosa árvore nativa,
mas logo desapareceu e não mais existia; embora eu o procurasse, não pôde ser encontrado.
Considere o íntegro, observe o justo; há futuro para o homem de paz.
Mas todos os rebeldes serão destruídos; futuro para os ímpios, nunca haverá.
Do Senhor vem a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza na hora da adversidade.
O Senhor os ajuda e os livra; ele os livra dos ímpios e os salva, porque nele se refugiam.
Salmos 37:1-40

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A morte não é o fim, é apenas uma interrupção da vida

A morte não é o fim, é apenas uma interrupção da vida


13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.
14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.
15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.
16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.
18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DE ONDE NOS VIRÁ O SOCORRO?

DE ONDE NOS VIRÁ O SOCORRO?
 
 
Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta,
sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta!
O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita.
De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite.
O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida.
O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre.
Salmos 121:1-8
 
 
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Somos predestinados ou temos livre arbítrio?

Somos predestinados ou temos livre arbítrio❓

Quando Deus criou o homem, Deus o criou para ser livre. A capacidade de escolha foi concedida  à humanidade a fim de que o homem pudesse desenvolver seu caráter. Se não fosse assim, o homem seria como uma máquina, um robô. Possuindo livre arbítrio nossos primeiros pais tiveram a oportunidade de exercer a faculdade da escolha, quanto a aceitarem e obedecerem ao plano de Deus, ou não.

A vida de Adão e Eva não era ociosa no paraíso. Diz o relato bíblico que “Deus pôs o homem no Jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gênesis 2:15). Os animais também receberam nomes dados por Adão. Assim nossos primeiros pais estavam envolvidos com as atividades normais da vida e viviam felizes no seu relacionamento mútuo, bem como no seu relacionamento com Deus.

Os versos 16 e 17 do mesmo capítulo dois relatam uma instrução do Senhor: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comerdes, certamente morrerás.”

Essa orientação nos indica que Deus se comunicava diretamente, face a face, com Adão e Eva. Isso nos serve de base também para concluirmos que o Senhor tomava tempo para instruir pessoalmente o primeiro casal. Não erramos em afirmar que Deus lhes contou a história da rebelião ocorrida no céu e que eles não estavam livres da presença do tentador. Mas, se desejassem, poderiam seguir fiéis e leais ao Criador. Enquanto quisessem, seriam felizes e permaneceriam livres das conseqüências do pecado.

Mas isso não aconteceu. No capítulo três de Gênesis encontramos o triste relato de como Adão e Eva cederam as insinuações de Satanás.

Muitas pessoas incrédulas têm zombado da maneira como a Bíblia trata e apresenta esse assunto. Ele é muito mais abrangente do que o simples comer um fruto proibido. Percebemos em todos os aspectos a perfeita harmonia de caráter de um Deus que é plenamente Santo e plenamente justo.

Sendo o homem livre, e existindo o pecado, era necessário que Adão e Eva, por sua própria escolha, manifestassem o desejo de serem fiéis a Deus ou não. Houvesse Deus estabelecido uma prova difícil e todos o julgariam tirano e arbitrário. Escolhendo Deus uma única árvore, num lugar onde havia tantas outras e com tanta variedade de frutos, mostrou Sua bondade, simpatia e misericórdia para com o par inocente.

O ato de comer do fruto mostrou que Adão e Eva acreditaram mais nas palavras da serpente, que até então não havia falado, do que nas palavras de Deus. O problema central da queda do homem foi a desconfiança, falta de fé nas orientações de Deus.

A serpente, que foi usada como médium, por Satanás, apresentou para eles uma outra versão dos resultados de se comer daquele fruto. E entre crer na palavra do Criador, e crer nas palavras da serpente, Adão e Eva escolheram as palavras da serpente. Que tragédia!

Deus dissera que iriam morrer. Satanás mentiu dizendo que não morreriam. Em Gênesis três, 7 a 24 encontramos os resultados e as conseqüências dessa escolha humana. As mais drásticas conseqüências foram várias separações, que podem ser assim enumeradas:

A primeira, a separação entre Deus e o homem. Sendo Deus Santo e perfeito, todo pecado não subsiste na Sua presença. Assim, Adão e Eva não poderiam mais ver a face de Deus. O profeta Isaías menciona que são os nossos pecados que nos fazem separação entre nós e o nosso Deus (Isaías 59:2).

A segunda, é a separação da natureza humana. Sendo o homem criado perfeito, puro e santo, sem nenhuma inclinação para o mal, essa natureza foi manchada e corrompida. Após o pecado, o homem passou a ter uma natureza dividida entre o bem e o mal. Perdeu a capacidade natural de fazer o bem e obedecer a Deus embora tenha restado algo em si da imagem de Deus com que foi criado. A vontade do homem passou a ser pecaminosa.

Uma terceira separação que podemos destacar como conseqüência do pecado é no relacionamento humano. Caso quisesse, Adão poderia ter resistido à oferta de Eva. Mas, por amor a ela, Adão consentiu também em comer. Quando Deus perguntou o porquê do ato errado, Adão acusou a mulher (Gênesis 3:12).

Dessa maneira, a partir de então, não poderia mais existir pura liberdade e total democracia. Sempre haveria dominador e dominados (verso 16). As diferenças e injustiças sociais que marcaram a história da humanidade, e maltratam ainda hoje, nada mais são do que conseqüência do pecado.

A quarta separação ocasionada pelo pecado é entre o homem e natureza. Quando Deus criou o homem, deu-lhe amplo domínio sobre toda a natureza (Gênesis 1:26). Após o pecado, o homem perdeu esse domínio. Satanás, levando o homem ao pecado, tirou esse direito. Lemos na segunda carta aos Coríntios 4:4 que Satanás é chamado o “deus deste século”.

E uma quinta separação ocasionada pelo pecado é a separação na própria natureza. Também aqui vemos a existência do bem e do mal. Era bela, perfeita, simétrica. Com o pecado, o quadro ficou feio. Na carta aos Romanos, capítulo 8:22, Paulo escreveu que “toda a criação geme e está justamente com dores de parto até agora”.

Mas a pior de todas as conseqüências do pecado é a morte. Deus disse: “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó, e em pó te tornarás.”

O apóstolo Paulo confirmou essa sentença quando afirmou que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Deus é o autor e doador da vida. Pelo poder que emana de Deus todos os seres vivos são conservados com vida. Quando o homem pecou, automaticamente ficou separado de Deus e naquele mesmo momento começou a morrer.
Todos nós nos tornamos pecadores também. Muitas pessoas pensam que pecadores são aqueles que praticam pecados ou más ações. Isto está certo, mas não revela a outra face do assunto. Paulo, na mesma carta aos Romanos, capítulo 5, verso 12, diz o seguinte: “Portanto, assim como por meio de um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.”

Amigo querido, Deus não apenas proferiu sentenças e castigos, mas fez também uma promessa. Que um dia, Alguém nascido de mulher seria o único e suficiente capaz de anular a serpente. Deus estava, desta maneira, assegurando a possibilidade de vida para a humanidade. Ainda que viessem a morrer nesta vida, teriam a promessa e a certeza de ressuscitarem e viverem de acordo com o plano de Deus, quando Ele restaurasse o mundo e eliminasse o pecado. Essa é a nossa certeza!

A VERDADEIRA DOUTRINA SOBRE O INFERNO

IGREJA ANUNCIANDO JESUS
ANUNCIANDO O REINO DE ADONAY
PASTOR RODRIGO  ( YOYO)
BELÉM-PARÁ-BRASIL
A palavra “inferno” vem do latim “inferii” e significa “lugar inferior”. A idéia de inferno como um lugar de fogo, para onde vão almas incorpóreas condenadas, não se encontra nas Escrituras, apesar de aplicações que normalmente se fazem de textos simbólicos e parábolas.

Esta palavra foi colocada nas traduções em português para substituir cinco outras palavras, com significado completamente diferente do conceito religioso popular do inferno. Isso ocorreu devido à crença que o tradutor nutria previamente, e que o influenciou a colocar a palavra “inferno” nas traduções que fez.

Algumas Bíblias antigas trazem “inferno” em 1Cor. 15:55, mas outras versões mais modernas, como a Almeida Atualizada, trazem “morte”, que é mais correto. O mesmo ocorre em Apoc. 20:13, onde se lia “a morte e o inferno”, encontra-se agora, “a morte e o além”. Nesta passagem, a palavra grega é hades, que pode significar “sepultura”.

As cinco palavras que foram normalmente traduzidas por “inferno” são:
GEENA (hebraico) que é uma forma simplificada da expressão ge (vale) bem (filho) e Hinom (nome da família proprietária de uma área próxima a Jerusalém), ou seja, “vale dos filhos de Hinom”. Essa palavra se encontra nos evangelhos (como em Mat. 5:22, 29) e nada tem a ver com um inferno de fogo eterno. Era um vale onde se faziam sacrifícios humanos e se queimavam os corpos de pessoas aos ídolos. O profeta Jeremias profetizou que ali seriam lançados os corpos dos desobedientes, e lá ficariam expostos (Jer. 7:31-34). Nos dias de Jesus, o local continuava a ser depósito de animais e lixo em putrefação, e os moradores sempre ateavam fogo para consumir os restos ali deixados. Esse lugar Jesus usou para simbolizar o fim trágico que aguarda os desobedientes. Apenas corpos físicos eram consumidos no GEENA, por isso que havia bichos nos corpos podres, coisa que “almas” não têm. Nada a ver com almas/espíritos queimando num fogo eterno.

HADES (grego) - usada no NT juntamente com SHEOL (hebraico – AT), e que significam “sepultura”, “lugar dos mortos”, “morada dos mortos”. Entre outros textos, hades aparece em Apoc. 20:13. Aqui o inferno (na verdade a sepultura) é o lugar onde estão os mortos, pois ele mesmo (inferno = sepultura) é lançado no lago de fogo, onde é destruído (Apoc. 20:14) pois a sepultura é o símbolo da morte que Jesus destruiu. Sheol, seu equivalente hebraico, também significa “sepultura”, sendo equivocadamente traduzida por “inferno”. Em Jó 17:16 declara-se que os mortos ficam no pó, e em Isa. 14:9-11 se declara que o inferno (sheol) é um lugar onde os bichos comem os cadáveres. Também nada a ver com lugar de fogo eterno. Aliás, ainda em Apoc. 20:10 se diz que o próprio Diabo somente será lançado no lago de fogo, que se forma quando Jesus volta no Juízo Final, quando Deus derrama fogo do céu. No verso 14 diz-se que o próprio inferno (sepultura) também é lançado nesse final lago de fogo. Posteriormente, explicaremos sobre o fogo ser “eterno”.

TANATO (grego). Esta palavra ocorre em vários lugares, mas é traduzida em 1Cor. 15:55 como “inferno”. Na realidade, a falha de tradução foi tão clara que nem os que crêem no inferno tradicional mantiveram o erro, e corrigiram na Almeida Atualizada. Lá diz “onde está ó morte (tanato) a tua vitória onde está ó inferno (tanato = morte) o teu aguilhão?” O verso 54, diz que a morte (inferno) perde a vitória e o aguilhão, porque Jesus nos dá a imortalidade. Também não tem nada a ver com um lugar de fogo onde as pessoas ficam queimando.

A quinta e última palavra é TÁRTAROS (“lugar de trevas”). Esta palavra ocorre na Bíblia apenas uma vez em 2Pe 2:4. O próprio texto declara que os anjos foram expulsos da presença de Deus, ou seja, onde está a verdadeira luz, para o exterior que são as trevas, privados da luz do céu onde moravam. Conforme diz o texto, esse “inferno” também não tem fogo, somente a escuridão da ausência de Deus. Além do mais, em harmonia com Apoc. 20:9,10,14 eles estão aguardando o Juízo Final quando, somente então, serão lançados no Lago de Fogo produzido pelo fogo que desce do Céu e que os destrói juntamente com os que rejeitaram a salvação de Cristo. Esta palavra, a última, também nada tem a ver com o inferno tradicional.

Surge então a pergunta: e o “fogo eterno” que Apoc. 20 diz que se formará depois do milênio, com o fogo e enxofre que desce do céu?

O FOGO ETERNO NA BÍBLIA
As passagens onde aparece a menção do fogo eterno são as seguintes:

Mat. 18:8
Mat. 3:12
Apoc. 14:11
Mat. 25:41
Marc. 9:43
Apoc. 19:3
Jud. 1:7
Luc. 3:17
Apoc. 20:10

A palavra grega para “eterno”, ou equivalente, é aion, que significa uma duração relativa ao que se refere. Pode estar falando que é eterno “sem fim”, ou que é eterno “enquanto dura”. Ou seja, precisamos examinar o contexto para saber se é eterno sem fim, ou eterno até que acabe.

Em Apoc. 20:10 diz-se que serão atormentados pelos séculos dos séculos (aion ton aion, em grego, que quer dizer “para sempre”, “eternamente”, conforme algumas traduções). Mas esse “pelos séculos dos séculos” é previamente explicado no verso anterior, que diz que o fogo que desceu do céu os “CONSUMIU” (do grego KATAPHAGEN,a mesma palavra que Jesus utiliza na parábola do semeador para dizer que as aves COMERAM as sementes que estavam à beira do caminho – cf. Mat. 13:4); logo, serão atormentados “eternamente” até que toda a substância seja consumida, tendo como resultado, a destruição - que será “eterna”.

Outro exemplo que nos ajuda a entender este “fogo eterno” é o texto de Judas 6,7, onde diz de forma clara que os anjos estão em trevas esperando o Juízo (o mesmo que diz Pedro, como já vimos) em “algemas ETERNAS” (aion). Ora, as algemas eternas serão tiradas quando chegar o Juízo e a condenação final, e a sentença for decretada, assim, a algema é “eterna” somente até que se cumpra o seu objetivo.

O verso 7 diz que o “exemplo do fogo eterno” é o da punição que caiu sobre Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas. Qual foi a punição de Sodoma e Gomorra? Estão queimando até hoje? Claro que não!

O apóstolo Pedro declara que Sodoma e Gomorra se tornaram em “cinzas” (2Pe 2:6) para mostrar o exemplo do que acontecerá aos que vivem impiamente.

Deus é amor (cf. 1Jo 4:8). Como podemos crer que Ele deixaria alguém ficar por milênios, pela eternidade afora, sendo queimado em dores inimagináveis por pecados de uma vida passageira?

Deus NUNCA falou isso; mas disse que o homem que pecasse, morreria (cf. Ezeq. 18:20); a conseqüência de comer da árvore da Ciência do Bem e do Mal era a morte (cf. Gên. 2:17).
Quem lançou o ensino da imortalidade não foi Deus, mas sim o diabo (cf. Gên. 3:4).

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO (Lucas 16:19-31)
O próprio relato já é considerado uma “parábola”. Nela, o justo não vai para o céu, mas para o simbólico “seio de Abraão”; também não se trata de “almas” (no conceito moderno espírita) no fogo, mas de corpo físico com dedo, língua e que sente calor e pede água para matar a sede.

O rico teve muitas oportunidades para socorrer a Lázaro, mas não o fez. Evidentemente não tratou mal ao desventurado que, sem dúvida o supunha o rico, estava sofrendo um castigo de Deus. Sua atitude foi similar a que expressou Caim quando respondeu: "Sou eu guardador do meu irmão?" (Gên. 4:9). Não maltratou a Lázaro, mas não foi misericordioso com ele. Adotou uma posição negativa frente a suas responsabilidades nesta vida, em vez de assumir uma atitude positiva. Não conhecia o verdadeiro significado do segundo grande mandamento da lei, que ordena amar ao próximo (ver com. Mat. 5:43; 22:39; 25:35-44). Este rico, como a nação judia, não estava fazendo nenhum bem positivo, e por isso era culpado de um grave mal: apropriava-se de todas as vantagens que o céu lhe tinha concedido, desfrutando delas apenas para seu próprio prazer e complacência. Essa era a lição que Jesus queria ensinar com a parábola, conforme o próprio contexto da passagem nos esclarece. Não tinha nada que ver com o destino dos mortos, mas sim com a falta de compaixão que a nação judaica nutria pelos então considerados “ímpios”.

SURGIMENTO DA DOUTRINA DO INFERNO
É clara a intenção dos teólogos de concretizar na mente das pessoas a idéia de um inferno literal, como destino para aqueles que morressem desligados da salvação. Segundo Paul Johnson, em seu livro História do Cristianismo, “os escritores pastorais eram muito mais específicos a respeito do Inferno que do Céu; escreviam como se tivessem estado lá. Os três grandes doutrinadores medievais – Agostinho, Pedro Lombardo e Aquino – insistiam em que as penas infernais eram tanto físicas quanto mentais e espirituais, e fogo de verdade tomava parte dos tormentos” (2001, pág. 413).

A mitologia grega foi a grande influência sobre o cristianismo, com relação ao tema do inferno. Os gregos faziam uso constante da figura do Hades (o local onde eles acreditavam que a alma dos mortos permanecia ardendo em fogo eterno), o que foi posteriormente introduzido e desenvolvido na teologia católica e cristã como um todo.

A História Cristã demonstra que a doutrina do inferno desenvolveu-se paulatinamente, desde o início do catolicismo romano, e foi cada vez ganhando mais força e adeptos ao longo da Idade Média, chegando até os dias atuais.

CONCLUSÃO
Finalmente, o apóstolo Paulo ensina que mesmo os que morreram em Cristo não estão ainda habitando o céu, a não ser quando ocorrer a ressurreição. Eles não vão nem para o céu, nem para um lugar de tormento ao morrerem. Isso somente ocorrerá com a final destruição dos ímpios na volta de Jesus. Também não vão como almas sem corpo. A Bíblia ensina que se não houver ressurreição “naquele dia”, todos os que morreram em Cristo, mesmo eles, estarão perdidos (cf. 1Cor. 15:16-18).

É interessante notar como a doutrina da ressurreição dos mortos é pouco falada nos púlpitos que ensinam a vida após a morte, pois seria uma grande contradição tentar conciliar estes dois ensinos – ressurreição x recompensa logo após a morte. Imagine o caso de Lázaro: ser resuscitado (ou retirado da "Glória" como ensinam alguns cristãos de hoje) e devolvido para a miséria deste nosso mundo doente!

Em Ezeq. 18:23 Deus declara que não tem prazer na MORTE do ímpio, não se compraz em seu tormento eterno. Perder a salvação, sofrer “conforme as suas obras” e receber a morte e o esquecimento eterno é a maior punição que Deus pode dar a alguém. É um verdadeiro sadismo se deleitar na dor prolongada de alguém. Deus não faz isso, nem mesmo no ato da morte, quanto mais na contemplação eterna de alguém em infinitas agonias.

Graças a Deus que sua Palavra nos informa: “não tenho prazer na morte de ninguém” (Ezeq. 18:32; 33:11), mesmo que seja ímpio. A extinção é a pena máxima.